Pensar com Liberdade
Pensar sempre foi o estímulo maior para todos aqueles que não se conformaram com a submissão, a escravidão mental, e que de sua rebeldia construíram a verdadeira história do homem em busca de sua liberdade. A obscura frase do “magister dixit” (o mestre disse) encarnava nos idos tempos a aceitação cega às verdades contidas nas escrituras. A censura oficial examinava o caráter do que considerava herético nas doutrinas dos homens que ousavam pensar com liberdade e suas obras eram proscritas e colocadas na lista das proibidas. Quando eram muito graves, o autor era julgado e podia ser condenado e queimado, como Giordano Bruno no século dezesseis, acusado de panteísmo – ver Deus em todas as coisas – e por defender a idéia da infinitude do Universo que, para ele, transformava-se continuamente; foi queimado vivo porque defendeu uma verdade. Galileu, posteriormente, negou as verdades que havia defendido para não ter o mesmo destino do compatriota, embora enfrentando uma prisão domiciliar. Spinoza foi excomungado pela sinagoga de Amsterdã no século dezessete, perseguido e preso por ir de encontro às verdades estabelecidas e antepor sua razão e sensibilidade ao dogmatismo secular com o qual não concordava. Para ele, seria possível experimentar em vida, com a inteligência, Deus e a eternidade. Não seria necessário morrer para ver a face do Criador senão senti-lo e experimentá-lo dentro de si. Deus estaria em todas as partes, em todo o Universo, em toda a Criação, e no homem. Seu sentimento panteísta provocou a ira dos doutores apegados à letra fria e às tradições; amargou na prisão e morreu jovem, possivelmente de tristeza, por ter cometido o pecado de pensar, por ter procurado polir suas lentes mentais como polia as dos óculos que lhe eram encomendados.
Ao longo desta epopéia pensante em busca da Verdade, muitos foram os Giordano Bruno, Galileu, Spinoza em busca de um método, um caminho para a libertação mental, psicológica e espiritual.
Outros continuam sendo metaforicamente queimados nas modernas fogueiras das empresas, governos e instituições diversas, por terem a ousadia de se opor às idéias do que se arvoram em donos da verdade, em cargos cujo poder lhes cega a visão e endurece a sensibilidade. A história da impostura e da imposição é longa como a do ser humano em busca do conhecimento, da Verdade e de sua liberdade.
Devemos cultivar o bom hábito de expor as idéias e pontos de vista com liberda-
de para que as outras pessoas possam, também com liberdade, concordar com eles ou não. A imposição é contrária à boa convivência, à evolução e à liberdade de pensar.
Nagib Anderáos Neto
neto.nagib@gmail.com
www.nagibanderaos.com.br
Ao longo desta epopéia pensante em busca da Verdade, muitos foram os Giordano Bruno, Galileu, Spinoza em busca de um método, um caminho para a libertação mental, psicológica e espiritual.
Outros continuam sendo metaforicamente queimados nas modernas fogueiras das empresas, governos e instituições diversas, por terem a ousadia de se opor às idéias do que se arvoram em donos da verdade, em cargos cujo poder lhes cega a visão e endurece a sensibilidade. A história da impostura e da imposição é longa como a do ser humano em busca do conhecimento, da Verdade e de sua liberdade.
Devemos cultivar o bom hábito de expor as idéias e pontos de vista com liberda-
de para que as outras pessoas possam, também com liberdade, concordar com eles ou não. A imposição é contrária à boa convivência, à evolução e à liberdade de pensar.
Nagib Anderáos Neto
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Labels: Galileu, Giordano Bruno, Panteismo, Spinoza

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