Wednesday, August 04, 2010

Bolsa-Família

Trocamos o pão e o circo do império romano pelo bolsa-família e futebol.

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Thursday, April 29, 2010

Liberdade pelo Pensamento

É possível que o temor da morte provenha do fato de se pensar que tudo termina com a vida.
A morte verdadeira é o não pensar, uma tirania que aprisiona a inteligência, uma escravidão mental.
Como sentir a eternidade dentro de si?
Não estamos morrendo todas as noites para despertar no dia seguinte?
Na Comédia de Dante, diz o poeta: “O pior dos suplícios é sentir-se morto sem acabar de morrer, é sentir-se quase vivo estando morto, e ansiando morrer, seguir vivendo”.
A morte tem a ver com a falta de estímulos, com a falta de interesse e de esperança pelo futuro.
O essencial é a atividade, o movimento, o equilíbrio. É necessário abandonar a inércia e a desesperança, construir um novo futuro e um novo passado, ressurgir das cinzas como o pássaro imortal, uma verdadeira ressurreição que a lenda de Lázaro não pôde explicar.
Por que o espírito humano busca o conhecimento e o aperfeiçoamento? Por que busca o acercamento com Deus?
A liberdade do homem é construída sobre o pensar. Quanto mais pensar, mais livre será. Mas o que é pensar? Esta movimentação discricionária de pensamentos na mente seria o pensar? Não, isso não é pensar, quer dizer, criar soluções luminosas, optar por caminhos, selecionar o que convém para o bem e felicidade de todos.
Ao pensar, opomo-nos à fatalidade e liberamo-nos do destino comum, da vida rotineira, da mediocridade.Trata-se de opor à fatalidade um destino próprio, construído pela pessoa, que será viável através do conhecimento, do domínio dos pensamentos.
Qualquer obstáculo pode ser transformado em instrumento do aperfeiçoamento pessoal através da utilização da inteligência. Um defeito que nos incomoda poderá mover-nos para combatê-lo, extirpá-lo, mudar. E mudando poderemos construir um futuro, um novo destino. Nenhuma idéia diferente ou oposta à do aperfeiçoamento poderá nos impulsionar para a construção de uma vida mais ampla e feliz.
Um dos preceitos gravados no Templo de Delfos era o “Conhece a ti Mesmo”. Platão diz através de Sócrates - personagem de um de seus escritos -: “Parece-me ridículo, pois, não possuindo eu ainda esse conhecimento, que me ponha a examinar coisas que não me dizem respeito... Não são as fábulas que investigo; é a mim mesmo”.
Esse conhecimento implica conhecer os próprios defeitos. É muito comum censurarmos os defeitos dos outros. Ao evitar, em nós, os defeitos que censuramos, estaríamos realizando uma pequena parte daquele Conhecimento inscrito no Templo grego.
Assim como a fome e a sede são sinais de nosso organismo indicando que precisamos nos alimentar, os defeitos são sinais que nosso organismo psicológico nos dá indicando que devemos mudar. E o nome dessas mudanças é “educação espiritual”; construção de uma nova conduta que deverá nos ocupar diariamente, da mesma forma como dormimos e nos alimentamos, para não cair na inanição mental, na indigência espiritual.
Para González Pecothe, o criador da Logosofia, o quadro das deficiências que a criatura humana apresenta, desde que nasce até o final de seus dias, poderia parecer desalentador. Todavia, isso não deve abater o seu ânimo, porquanto é preferível conhecer que inimigos temos dentro, para combatê-los com lucidez mental, a ignorá-los, enquanto ficamos à mercê de sua influência despótica, suportando docilmente a maioria dos desgostos e depressões que diariamente ocasionam.

Nagib Anderáos Neto
neto.nagib@gmail.com

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Monday, September 25, 2006

A Logosofia e os Pensamentos

Um dos pilares da Logosofia – especialidade científica e metodológica que trata da reativação consciente do individuo - é sua concepção sobre o sistema mental constituído por duas mentes: uma comum, inferior, utilizada para a vida comum, a material, e que pode ser parcialmente organizada através dos estudos correntes nas escolas e universidades; outra superior, que transcende, e que existe em latência em todo o ser humano. É muito comum ouvir-se dizer que usamos um quase nada de nossa capacidade mental que equivale à esfera mental inferior que o homem tem utilizado há séculos para sua sobrevivência na terra. Já a esfera mental superior precisa ser ativada para que o homem transcenda os estados primitivos em que se encontra em permanente guerra consigo mesmo e com seus semelhantes.

Os conhecimentos apresentados pela Logosofia tendem ao desenvolvimento do sistema mental como um todo, organizando a mente inferior e desenvolvendo suas faculdades mentais superiores.

Se o ser humano continua se comportando como um selvagem, apesar de passados incontáveis séculos de aparente evolução, é porque não aprendeu a pensar, a reconhecer o Criador em tudo quanto existe, especialmente em seus semelhantes que deveria merecer o maior respeito por ser a vívida expressão do Criador que vive em tudo quanto existe.

Nestes tempos de violenta modernidade, o afastamento entre as pessoas e os povos é um distanciamento incompreensível provocado pela ignorância e por preconceitos seculares. O ser humano desentendeu-se consigo mesmo, com os semelhantes e com o planeta; as guerras têm suas causas neste desequilíbrio. As degradações das relações humanas são o sintoma do grande vazio promovido pela ausência da chama superior que todo o ser humano traz consigo, mas que jaz adormecida como a bela princesa dos contos infantis.

O espírito – essência superior da natureza humana – permanece incógnito à pessoa humana que não emprega suas faculdades mentais superiores.

Para ter um domínio sobre si mesmo e conquistar a capacidade de enfrentar as dificuldades que a vida apresenta, é necessário preparar a mente. Tal preparo nada tem a ver com a instrução que se recebe nas escolas cujo objetivo se limita à capacitação profissional. Essa educação é mais ampla e abrange a vida como um todo.

A Logosofia afirma que o ser humano vive em um mundo onde imperam os pensamentos; onde os homens têm a equivocada sensação de serem senhores de suas próprias vidas, dos acontecimentos e do próprio espaço físico que habitam. Em geral, são os pensamentos que perambulam pelo ambiente mental do mundo que governam a vida das pessoas. Veiculados pelos meios de comunicação, caminham de mente em mente, impressos em livros, provenientes, muitas vezes, de mentes exóticas cujos donos de há muito se decompuseram sob lajes ancestrais que não conseguiram sepultar as idéias e os costumes que compõem o grande cemitério das chamadas tradições.

Mas o que são os pensamentos? Sendo um produto da mente humana, não seríamos nós os seus senhores? Onde está o pensamento? Que sutil engenho poderia fotografá-lo? É invisível? A que mundo pertence?

A existência do pensamento como entidade psicológica, como agente da inteligência e promotor da felicidade ou da desdita do ser humano, segundo seja a sua natureza, é a prova mais cabal da existência de um outro mundo, o mental, absolutamente desconhecido pela maioria das pessoas.

Essas entidades invisíveis aos olhos físicos são perfeitamente palpáveis e visíveis aos olhos do entendimento, aos olhos da mente, desde que ela tenha sido convenientemente adestrada neste sentido.

O caminho da evolução consciente proposto pelo conhecimento logosófico exige que a mente humana seja preparada para o conhecimento e domínio dos pensamentos que nela atuam e capacitada para a criação de outros novos, pensamentos próprios, filhos mentais gerados e educados pelo indivíduo que, através deles, pode chegar a transcender ou sobreviver os curtos anos de sua existência física no planeta.

Desta maneira, o império dos pensamentos poderá ser substituído pelo império da inteligência e do espírito através da reversão desta condição humilhante em que a maioria das pessoas se encontra, escravizadas que estão pelos pensamentos que perambulam pelo mundo.

Nagib Anderáos Neto
www.logosofia.org.br

Thursday, August 03, 2006

Pensar e Realizar

Antes de qualquer ação manifestar-se no mundo material, ela nasce na mente das pessoas em forma de pensamento. Antes de escrever este texto, ele existia em minha mente em forma de pensamento. Antes de um prédio ser construído, ele existia na mente do arquiteto e do engenheiro em forma de pensamento.
Muitas vezes, a existência dos pensamentos pode passar despercebida pela nossa consciência, porém eles existem e atuam em todos os momentos da nossa vida. Quantas vezes nos arrependemos ao dizer algo, ou deixamos de fazer alguma coisa importante. O que ocorreu? Quando temos consciência de nossos objetivos, quando sabemos quais passos devemos tomar, ficamos mais atentos com o que ocorre em nossa mente. Por exemplo: tenho uma prova amanhã na escola. Se eu não tiver claros meus objetivos com relação à escola, um simples pensamento de “ir ao cinema” pode desviar-me do objetivo de passar de ano. Se eu tiver consciência sobre a importância de passar de ano na escola, o que irá auxiliar a minha vida, o pensamento de “ir ao cinema”, naquele momento atípico, será neutralizado.
No mundo dos negócios, das relações humanas, estes movimentos mentais estão sempre presentes. Basta conhecê-los e classificá-los para atuarmos conforme nossos objetivos. Aqueles pensamentos contrários aos meus objetivos devem ser expulsos de minha mente através da minha consciência.
No meu entender, as pessoas não nascem empreendedoras, com iniciativa. Estes perfis são formados de acordo com as experiências vividas e o aprendizado. Talvez algum problema (principalmente na infância e adolescência) possa anular ou neutralizar alguma destas características. Devemos ter iniciativa: pensar e realizar.
Se tenho um projeto em mente, não basta guardá-lo, mas colocá-lo em prática, caso contrário, seria como se nunca existisse. Mas como colocá-lo em prática? Neste ponto entram os conhecimentos sobre os pensamentos que habitam minha casa mental, ou seja, ter consciência. A vida é feita de pensamentos que se materializam em ações, e pensar sem agir faz perder a alquimia da transformação e da materialização. Agir sem pensar é limitado, robotizado, deixando de lado a verdadeira consciência.
Devemos ser os criadores e executores de nossas idéias para sermos seres humanos completos. E o mais importante: se conseguirmos incorporar a capacidade de pensar e realizar em nossas vidas, teremos consciência do caminho percorrido e poderemos ensinar outras pessoas.

André Nagib Anderáos é publicitário
andergatti@terra.com.br

Pensar com Liberdade

Pensar sempre foi o estímulo maior para todos aqueles que não se conformaram com a submissão, a escravidão mental, e que de sua rebeldia construíram a verdadeira história do homem em busca de sua liberdade. A obscura frase do “magister dixit” (o mestre disse) encarnava nos idos tempos a aceitação cega às verdades contidas nas escrituras. A censura oficial examinava o caráter do que considerava herético nas doutrinas dos homens que ousavam pensar com liberdade e suas obras eram proscritas e colocadas na lista das proibidas. Quando eram muito graves, o autor era julgado e podia ser condenado e queimado, como Giordano Bruno no século dezesseis, acusado de panteísmo – ver Deus em todas as coisas – e por defender a idéia da infinitude do Universo que, para ele, transformava-se continuamente; foi queimado vivo porque defendeu uma verdade. Galileu, posteriormente, negou as verdades que havia defendido para não ter o mesmo destino do compatriota, embora enfrentando uma prisão domiciliar. Spinoza foi excomungado pela sinagoga de Amsterdã no século dezessete, perseguido e preso por ir de encontro às verdades estabelecidas e antepor sua razão e sensibilidade ao dogmatismo secular com o qual não concordava. Para ele, seria possível experimentar em vida, com a inteligência, Deus e a eternidade. Não seria necessário morrer para ver a face do Criador senão senti-lo e experimentá-lo dentro de si. Deus estaria em todas as partes, em todo o Universo, em toda a Criação, e no homem. Seu sentimento panteísta provocou a ira dos doutores apegados à letra fria e às tradições; amargou na prisão e morreu jovem, possivelmente de tristeza, por ter cometido o pecado de pensar, por ter procurado polir suas lentes mentais como polia as dos óculos que lhe eram encomendados.
Ao longo desta epopéia pensante em busca da Verdade, muitos foram os Giordano Bruno, Galileu, Spinoza em busca de um método, um caminho para a libertação mental, psicológica e espiritual.
Outros continuam sendo metaforicamente queimados nas modernas fogueiras das empresas, governos e instituições diversas, por terem a ousadia de se opor às idéias do que se arvoram em donos da verdade, em cargos cujo poder lhes cega a visão e endurece a sensibilidade. A história da impostura e da imposição é longa como a do ser humano em busca do conhecimento, da Verdade e de sua liberdade.
Devemos cultivar o bom hábito de expor as idéias e pontos de vista com liberda-
de para que as outras pessoas possam, também com liberdade, concordar com eles ou não. A imposição é contrária à boa convivência, à evolução e à liberdade de pensar.

Nagib Anderáos Neto
neto.nagib@gmail.com
www.nagibanderaos.com.br

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Pensamentos

As palavras deveriam constituir para o ser humano um patrimônio de inestimável valor. Em realidade, as palavras que se pronuncia representam e se confundem com os pensamentos que as animam; serão inteligentes e construtivas se assim forem aqueles pensamentos.
Se o ser humano tivesse consciência do grande mal que inflige a si mesmo ao emitir impulsiva, apressada e irrefletidamente palavras que levam o selo da discórdia, da indiscrição, da intromissão, da maledicência; e que este agravo contra os seus semelhantes acaba por voltar-se contra ele próprio - tal qual a arma de arremesso dos indígenas australianos - cuidaria das próprias como algo sagrado e de grande valor, que não deve ser desperdiçado e sim utilizado para construir um mundo melhor para si e para os seus semelhantes.
As palavras representam os pensamentos que estão na mente do indivíduo que as utiliza. A origem, o valor e a natureza desses pensamentos caracterizam a representação oral mencionada.
Cuidar da própria mente, dos pensamentos que nela habitam e das palavras que os representam, significa cuidar da própria vida e zelar pelo conceito pessoal.
Pensar é criar idéias, soluções, resolver problemas de toda a ordem, selecionar o que haverá de ser útil e servir para tornar a nossa vida feliz.
Pensar também é criar pensamentos que sirvam para o próprio aperfeiçoamento e superação, como também ajudar a outras pessoas nesse sentido. Em todo o processo de criação deste pensamento na mente, que começou como idéia, uma imagem mental, até sua manifestação neste mundo material, entrou em jogo essa função, a de pensar.
Pensar não é recordar, uma outra função mental, e nem ser dirigido por pensamentos alheios. Pensar é maior, é ser criador dos próprios pensamentos e construtor do destino individual. Pensar é saber identificar os pensamentos que se tem na mente, em geral vindo de outras mentes, e selecionar o que haverá de ser útil para a nossa vida. Não é fácil e nem difícil. Exige constância, dedicação. É um aprendizado que pode e deve ser iniciado na infância. É uma arte pouco conhecida pelo homem moderno que já começa a fazer parte do rol das preocupações dos educadores e que haverá de conformar a pedagogia do futuro.
O temor da morte provem do fato de se pensar que tudo termina com a vida.
A morte verdadeira é o não pensar, uma tirania que aprisiona a inteligência, uma escravidão mental.
Não estamos morrendo todas as noites para despertar no dia seguinte?
Na Comédia de Dante, diz o poeta: “O pior dos suplícios é sentir-se morto sem acabar de morrer, é sentir-se quase vivo estando morto, e ansiando morrer, seguir vivendo”.
A morte tem a ver com a falta de estímulos, com a falta de interesse e de esperança pelo futuro.
A liberdade do homem é construída sobre o pensar. Quanto mais pensar, mais livre será. Mas o que é pensar? Esta movimentação discricionária de pensamentos na mente seria o pensar? Não, isso não é pensar, quer dizer, criar soluções luminosas, optar por caminhos, selecionar o que convém para o bem e felicidade próprios e alheios.
Ao pensar opomo-nos à fatalidade e liberamo-nos do destino comum, da vida comum, da mediocridade.
Um dos preceitos gravados no Templo de Delfos era o “Conhece a ti Mesmo”. Platão diz através de Sócrates - personagem de um de seus escritos -: “Parece-me ridículo, pois, não possuindo eu ainda esse conhecimento, que me ponha a examinar coisas que não me dizem respeito... Não são as fábulas que investigo: é a mim mesmo”.
Esse conhecimento implica, também, conhecer os próprios defeitos. É muito comum censurarmos os defeitos dos outros. Ao evitar, em nós, os defeitos que censuramos, estaríamos realizando uma pequena parte daquele Conhecimento inscrito no Templo grego.
Assim como a fome e a sede são sinais de nosso organismo indicando que precisamos nos alimentar, nossos defeitos são sinais que nosso organismo psicológico nos dá indicando que devemos mudar. E o nome dessas mudanças é “educação espiritual”; construção de uma nova conduta que deverá nos ocupar diariamente, da mesma forma como dormimos e nos alimentamos, para não cair na inanição mental, na indigência espiritual.
O ser humano vive em um mundo governado pelos pensamentos; onde os homens têm a equivocada sensação de serem senhores de suas próprias vidas, dos acontecimentos e do próprio espaço físico que habitam.
Veiculados pelos meios de comunicação, caminham de mente em mente, impressos em livros, provenientes, muitas vezes, de mentes exóticas cujos donos de há muito se decompuseram sob lajes ancestrais que não conseguiram sepultar as idéias e os costumes que compõem o grande cemitério das chamadas tradições.
A existência do pensamento é a prova mais cabal da existência de um outro mundo, o mental, absolutamente desconhecido pela maioria das pessoas.
O governo dos pensamentos poderá ser, gradativamente, substituído pelo democrático governo da inteligência e do espírito através da reversão desta condição humilhante em que a maioria das pessoas se encontra, escravizadas que estão pelos pensamentos que perambulam pelo mundo.

Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br

Tuesday, August 01, 2006

Amor

O que é o amor senão eu mesmo em estação de compor em par as peças díspares ?
Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br

Logosofia

"Especialidade científica e metodológica que trata da reativação consciente do indivíduo".
Carlos Bernardo González Pecotche

Vida

"A vida do ser humano tem dois grandes objetivos: evoluir em direção à perfeição e tornar-se um verdadeiro servidor da humanidade".
Carlos Bernardo González Pecotche